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Sábado, 21 de Junho de 2014

Crónicas de Segunda 4

“A culpa é dos políticos”

 

NOTA PRÉVIA: sou e sempre fui contra a impunidade. Toda a corrupção e negligência grosseira devem ser punidas. Este texto não serve para desculpabilizar mas sim para abanar!

 

Uma das mais conhecidas fugas à realidade vê-se na frase: “a culpa é dos políticos”. Esta afirmação está ao nível da igualmente famosa “a culpa foi do árbitro”.

 

É fácil dizer que os culpados são os políticos, mas devemos reconhecer o seguinte: os políticos não são estrangeiros nem são extraterrestres. São portugueses.

Os povos têm os políticos que conseguem gerar. Tal como as famílias têm o género de filhos que conseguem educar. No caso português, encontramos nas diversas classes sociais e profissionais erros e falhas que teimamos em ver apenas nos políticos.

Podemos identificar os 3 erros/falhas mais vistos: decidirmos o presente sem pensarmos no futuro; trocarmos frequentemente o rigor pelo facilitismo; agirmos muitas vezes motivados pelo nosso próprio umbigo.

Por outras palavras: não planeamos, somos pouco exigentes, nem sempre a lisura comanda os nosso atos. Felizmente, nem todos os portugueses são assim, ou seria um caos ainda maior...

 

Por isso, quando criticamos políticos, estamos (inconscientemente) a ver-nos ao espelho.

- O Estado está endividado? As famílias também...

- O vereador foi incompetente a fazer as contas de uma obra? Não é diferente do empresário que comprou um jeep para a sua empresa sem prever os consumo de combustível.

- O governante que favoreceu os amigos num negócio público não é muito diferente do "senhor da repartição" que faz andar mais rapidamente os processos de um amigo.

 

A única diferença é a dimensão do estrago, porque as atitudes são as mesmas. A senhora que imprime umas folhas para o filho na impressora do trabalho faz, naturalmente, menos estrago que um gestor público incompetente. Mas muitos pequenos estragos juntos arruínam um país...

Enquanto acharmos que o mal é só dos outros, seremos sempre como aquele condutor que está em contramão e critica os restantes por virem em sentido contrário.

 

Foi mais uma curta Crónica de Segunda, para leitores de primeira.

 

uma infusão de Paulo Colaço às 03:07
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Quinta-feira, 6 de Junho de 2013

Frei Viegas

No seu blog, Francisco José Viegas escreveu em fevereiro: "Se a Autoridade Tributária e Aduaneira quiser cruzar informações sobre a vida dos cidadãos, primeiro que verifique se a Comissão Nacional de Proteção de Dados já deu o aval".

É, sem dúvida, um conselho sensato. Com isto, Viegas faz-se parecer um homem muito avisado e cuidadoso com as diligências que os entes públicos devem tomar quando decidem.

No entanto, a acreditar nesta notícia, Viegas diz ter tomado uma decisão sem ter tido conhecimento dos “pareceres negativos que antes tinham sido dados pelos especialistas em património da DGPC” quanto à pintura em causa.

Não queria trazer o pobre Frei Tomás para esta conversa mas demasiado claro que Viegas é muito mais exigente com os outros que consigo.

E foi este homem membro de um governo do meu país... 

Eu prefiro crer que neste caso houve incompetência. Prefiro-o porque a alternativa é bem mais vergonhosa.

uma infusão de Paulo Colaço às 14:36
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Sábado, 23 de Fevereiro de 2013

O "princípio" de Peter e o "fim" da picada!

Diz o Público que Vítor Constâncio, vice do BCE, ganha mais do dobro que o presidente da Reserva Federal Americana.

A culpa não é de Constâncio, a culpa é de quem o nomeou. 

E isto leva-nos a um dos mais citados provérbios africanos: "se vires um cágado em cima de uma árvore, não te espantes - alguém o pôs lá!"

uma infusão de Paulo Colaço às 14:35
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